quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

“Eu” clandestino

Eu sou um mundo de sonhos
O tesouro esquecido do dono
A vida em um minuto
O mundo em um quarto obscuro.

Eu sou o enigma do universo
O pleno amor eterno
O hermético profeta
O último grito de um poeta.

Eu sou o incógnito benévolo
O medo de um espectro.
O mendigo no banco da praça
O soldado que morreu pela pátria.

Eu sou o jogo da morte
O tempo em desordem
Um mundo a ser explorado
O sábio perdido entre escravos.

Eu sou o poeta da esquina
O escritor de um enigma
A loucura dos grandes
O fluxo de palavras constantes.
Eu sou o relicário do amor
O incipiente escritor
O alento aos pensamentos
O homem inebriado de sentimentos.

Eu sou a criança adulta e sem vida,
O judeu no campo de concentração.
Sou a mão que segura teu coração.

Eu sou o que fiz de mim,
Além do que me roubaram.

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