segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Não me julguem por amar

Por amar me julguem por amar.
Ah, se soubessem que no amor que ainda
vivo é que encontro um sentido.

Não me julguem por amar!
Olhem o mendigo da esquina,
O alcoólatra esquecido.
Vejam o povo morrendo de fome,
pela ganância humana e seu egoísmo,
A comédia do senado,
A criança que tapa buracos.

Vejam a violência e a prostituição,
As drogas que usam esperando
acabar com a depressão.
Vejam a falta de humanização,
A intolerância humana,
O que fizeram com nossa nação.

Vejam a solidão nos olhos dos adultos,
A desesperança nos olhos dos jovens,
Vejam quanto sofrimento e quanta morte
por guerras religiosas e poder.
Vejam quanta desordem.
Vejam a mentira da nossa história,
O ultrajante fardo de quem trabalha
a vida inteira e é esquecido.

Volto a dizer: “Não me julguem por amar”.
Amar é a minha salvação
da vida e da morte.

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