Minha respiração está estertorante.
Estou partindo amigos para não mais voltar
A morte se tornará uma dádiva
Proferir palavras já não basta
Deixo apenas meu olhar.
Chegou o momento da falta – de mais amar.
Estou sedento por viver
Mas minha vida já está insípida.
Os meus dias é uma senda
Para outros uma posteridade.
A vocês deixo apenas a saudade.
Minhas lágrimas já não são mais de dor,
E sim de amor.
Um amor mais forte que a própria morte.
A vida é perfeitamente imperfeita.
Não consigo mais lutar,
Viver o indesejável
É um pesado fardo.
Viver às vezes exige muito de mim.
Sim. Chegou à hora de descansar.
Minha voz precisa que seus ouvidos a busque.
Estou aos poucos mais fraco,
Perdendo o controle
Da minha própria máquina,
Intrínseco a uma cadeira de rodas.
Até quando irei viver essa
Morosidade agonizante?
Ah! Como desejaria dormir
E não mais acordar,
Descansar em paz.
E assim, não mais precisarei
Mentir que estou feliz.
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